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Paraná prioriza institucionalização e enfrentamento à violência na 4ª Conferência Estadual LGBTQIA+

  • Foto do escritor: ConLGBTQIA+
    ConLGBTQIA+
  • 8 de out. de 2025
  • 2 min de leitura

Evento reuniu 307 participantes e consolidou 58 delegadas e delegados para a etapa nacional, com foco em políticas estruturantes e combate à LGBTfobia


Curitiba (PR) — Nos dias 11 e 12 de setembro de 2025, o Paraná realizou a 4ª Conferência Estadual dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, reunindo 307 participantes e elegendo 58 delegadas e delegados para representar o estado na etapa nacional. O encontro contou com representantes de todas as regiões paranaenses, incluindo Curitiba, Londrina, Maringá, Cascavel, Foz do Iguaçu, Ponta Grossa, Paranavaí, Francisco Beltrão, União da Vitória e outros municípios.

Organizada pela Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania (SEJU), com apoio da Secretaria de Estado da Saúde (SESA), do Departamento de Polícia Penal (DEPEN) e da Secretaria da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa (SEMIPI), a conferência também contou com a presença de movimentos sociais e coletivos, entre eles o Grupo Dignidade, a Casa de Malhú (Travestis e Transexuais de Foz do Iguaçu) e a Irmandade Sem Fronteiras.

As discussões foram organizadas em quatro eixos temáticos: enfrentamento à violência, trabalho digno e geração de renda, interseccionalidade e internacionalização e institucionalização da política nacional. Entre as principais propostas aprovadas, destacam-se: a formação obrigatória e continuada de servidores públicos nas áreas de saúde, educação, assistência social e segurança; a criação de canais de denúncia e delegacias especializadas; o microcrédito e apoio a empreendedores LGBTQIA+; e políticas específicas de inclusão para pessoas trans, negras, indígenas e migrantes.

Também foram defendidas a inclusão da diversidade sexual e de gênero nos currículos escolares, a criação de conselhos e secretarias LGBTQIA+ nos três níveis de governo, e a ampliação do acesso à saúde integral, com foco em saúde mental, ambulatórios trans e envelhecimento LGBTQIA+.

A conferência reafirmou o compromisso do Paraná com a institucionalização das políticas públicas de diversidade e com o enfrentamento à violência, consolidando o entendimento de que as políticas LGBTQIA+ são transversais, intersetoriais e fundamentais para o fortalecimento da democracia.


 
 
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