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Amapá realiza conferência histórica e reafirma compromisso com a inclusão e a diversidade

  • Foto do escritor: ConLGBTQIA+
    ConLGBTQIA+
  • 7 de out. de 2025
  • 2 min de leitura

Mobilização reuniu cerca de 800 pessoas e consolidou o estado como referência em participação e representatividade LGBTQIA+

Macapá (AP) — Nos dias 13 e 14 de novembro de 2024, o Amapá viveu um dos momentos mais expressivos de sua história recente na promoção dos direitos humanos com a realização da 4ª Conferência Estadual dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+.

Com o tema “Participação e representatividade: implementando direitos na construção de um Amapá mais inclusivo”, o evento consolidou o estado como referência nacional em participação social e articulação democrática.

O processo preparatório envolveu 16 conferências municipais, organizadas em parceria entre poderes públicos locais e movimentos LGBTQIA+, que resultaram na produção de 160 propostas estaduais e 16 nacionais, além da eleição de 176 delegadas e delegados para a etapa nacional. Ao todo, cerca de 800 pessoas participaram das etapas municipais e da conferência estadual.

Realizada pelo Governo do Estado do Amapá, em parceria com o Conselho Estadual LGBTQIA+ (CELGBT/AP), a conferência reuniu ampla representatividade institucional. Estiveram presentes o governador em exercício Teles Junior, o secretário nacional LGBTQIA+ em exercício Iago Mendes Guimarães, a subdefensora pública Ademar Loyola, a reitora da Universidade do Estado do Amapá (UEAP), Kátia Paulino, a presidenta do CELGBT/AP, Louise Colares, além de representantes do Ministério Público, universidades, partidos políticos e movimentos sociais.

A palestra magna foi conduzida por Iago Mendes Guimarães, com participação de Ivon Cardoso (CELGBT/AP), e o painel de abertura, ministrado por André Lopes, presidente da Comissão de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos LGBTQIA+ do Governo do Amapá, que discutiu a “Avaliação da política do Amapá e o que queremos para a construção de um estado mais inclusivo”.

Nos debates, temas como educação inclusiva, formação cidadã e enfrentamento à discriminação foram apontados como prioridades. O CELGBT/AP foi reafirmado como espaço central de diálogo entre Estado e sociedade civil, e a conferência destacou a importância das etapas municipais como base da construção coletiva e democrática das políticas públicas.

Mais do que um espaço de deliberação, a conferência foi também um marco simbólico da reconstrução democrática, reunindo diversidade, emoção e compromisso político. O Amapá saiu do encontro com uma diretriz inequívoca: nenhuma política pública será efetiva se não refletir a pluralidade e o protagonismo da população LGBTQIA+ nas escolas, nas ruas e nas instituições.


 
 
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